Norte-americana T-Mobile “elimina” roaming


A operadora norte-americana de telecomunicações T-Mobile anunciou esta semana o fim do roaming… kind-off. Os seus clientes já podem usar a Internet e mandar SMS sem custos adicionais em mais de 100 países de todo o Mundo, e ainda beneficiar de chamadas de voz a baixo custo.

Num Mundo cada vez mais dominado pelos smartphones, pela Internet e pelos pontos Wi-fi gratuitos, faz sentido existir roaming? Não. Numa altura em que o tema do roaming está na ordem do dia na Europa, a T-Mobile nos Estados Unidos anunciou uma alteração nos seus planos tarifários internacionais que promete “mexer” no mercado.

Nos EUA, os clientes da T-Mobile com o plano Simple Choice podem usar no estrangeiro todas as comunicações de dados (SMS e Internet), até um limite de 2 GB, sem custos adicionais em mais de 100 países (Portugal incluído). Para as comunicações de voz, existe uma tarifa fixa de 0,20 dólares/minuto (qualquer coisa como 0,16 euros/minuto) também nos mesmos 100+ países (Portugal incluído).

“O custo de estar conectado fora das fronteiras é completamente louco”, disse John Legere. O actual presidente e CEO da T-Mobile acrescentou que, hoje, os telemóveis estão desenhados para funcionar em todo o Mundo, mas que a indústria tem cobrado preços exorbitantes pelas comunicações em roaming, impedindo esse uso. “Nós queremos tornar o Mundo a rede dos nosso clientes – sem custos adicionais para eles.”

Este “fim” do roaming é uma forma de incentivar os norte-americanos a usar o telemóvel quando viajam para o estrangeiro. Segundo a operadora, os norte-americanos realizam anualmente 55 milhões de viagens internacionais. Se usarem os seus telemóveis como os usam em casa, podem pagar mais de mil dólares por dia. Para evitar surpresas, 40% desliga os dados de roaming.

Fim do Roaming na Europa?

O roaming tem estado em cima da mesa na Europa. A Comissão Europeia apresentou recentemente uma proposta que prevê o fim das tarifas de roaming em 2016 e um conjunto de medidas para pressionar os operadores da região a eliminarem as diferenças no preço das comunicações para outros países da UE ainda antes dessa data. O objectivo é, no fundo, criar um mercado único europeu de telecomunicações.

Na verdade, é estranho o roaming numa Europa, em que não existem limitações físicas entre os países, em que existe livre circulação de bens e materiais, e em que a moeda é única, por exemplo. A proposta para o fim do roaming na Europa não é, contudo, consensual e continuará em debate.