Do Mac ao iPad: as novidades Apple deste Outono


No teaser enviado à imprensa, a Apple prometia muitas novidades. E, na verdade, não desiludiu. O iPad Mini ganhou ecrã Retina, o iPad de 9,7 polegadas passou a chamar-se iPad Air, os MacBook Pros já não têm disco óptico e têm todos ecrãs Retina, são conhecidos os detalhes do Mac Pro, o OS X Mavericks é gratuito, e os pacotes iLife e iWork foram actualizados com novo design e novas funcionalidades.

iPad Air, iPad Mini

Dois novos iPads: o Mini ganhou finalmente o ecrã Retina; e o iPad “grande”, de 9,7 polegadas, foi reapadrinhado de iPad Air e está mais fino, mais leve e mais potente.

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É incrível como a Apple conseguiu introduzir o Air num iPad. O novo iPad Air é 20% mais fino e quase 28% mais leve que o anterior, com uma moldura reduzida na parte lateral reduzindo o seu tamanho mas não o seu ecrã. Pesa apenas 1 pound. Conta com um design similar ao do iPad Mini mas não tem Touch ID. Tal como o novo iPhone tem o novo processador A7 e também o processador M7 para monitorizar os movimentos do iPad.

Foi também introduzida uma nova tecnologia, wifi MIMO (multiple-input multiple-output) que consiste em 2 antenas Wi-Fi permitindo assim velocidades 2x mais rápidas alcançando os 300 Mbps. Em relação às câmeras, infelizmente, não há grandes novidades. Apenas foram melhorados os sensores de iluminação de modo a melhorar as chamadas de FaceTime e fotografias em ambientes de pouca iluminação. Surpreendentemente o iPad Air conta com as mesmas 10 horas de autonomia apesar do seu reduzido aspecto.

Quanto ao iPad Mini recebe finalmente ecrã ecrã Retina (2048×1536 pixels, densidade de 326 ppi) bem como todas as outras funcionalidades do iPad Air. Além disso ambos os iPads têm agora dois microfones melhorando assim a qualidade das chamadas de FaceTime Áudio e o reconhecimento de voz da Siri.

Relativamente a preços,

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MacBook Pro

A Apple introduziu no ano passado os MacBook Pros com ecrã Retina (e sem disco óptico) a um preço mais elevado que os sem ecrã Retina (e com disco óptico). Hoje, discontinuou estes últimos e baixou o preço dos primeiros, tornando-os mais finos, mais poderosos e com baterias mais duradoras. Assim, os únicos MacBook Pros que a partir de hoje a Apple comercializa são com ecrã Retina e sem disco óptico.

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Os novos MacBook Pros têm apenas 0,71 inches de espessura. O modelo de 13 polegadas tem, por defeito, um processador dual-core Intel Core i5 de 2.6 GHz com Turbo Boost até 3.1 GHz, mas pode ser configurado com um processador dual-core Intel Core i7 de 2.8 GHz com Turbo Boost de 3.3 GHz. Os gráficos são Intel Iris e resultam numa performance 90% superior ao modelo anterior. O modelo de 15 polegadas incluí processador quad-core Intel Core i7 de 2.3 GHz com Turbo Boost de 3.5 GHz, mas pode ser configurado com um processador quad-core Intel Core i7 de 2.6 GHz com Turbo Boost de 3.8 GHz. Quanto a gráficos existem duas opções: Intel Iris Pro para uma experiência integrada; ou Iris Pro e GeForce GT 750M com 2GB de video memory para a melhor performance.

Ambos os modelos incluem PCIe-based flash storage, conexção 802.11ac de Wi-Fi, duas portas Thunderbolt 2 e uma porta HDMI. Relativamente à bateria, 9 horas é a promessa do de 13 polegadas e 8 o de 15 polegadas. 

Mac Pro

O ex libris dos Descktop Mac sempre foi o Mac Pro, com caracteristicas que mais nenhum Mac oferece este novo Mac Pro continua a representar bem o seu antecessor. Incrivelmente mais pequeno este Mac Pro tem apenas 25cm de altura e 17cm de diâmetro pesando 5Kg. Quase que poderia ser um Desktop Portátil. Mas as suas carecteristicas técnicas são muito mais espantosas. Podendo ser configurado com um Intel Xeon até um máximo de 12 cores e com uma memória RAM maxima de 64GB este pequeno Pro tem a potencia de um servidor colossal! Em termos de capacidades gráficas o Mac Pro consegue ligar até 3 Monitores com resoluções de 4K (3840 × 2160) ou 6 monitores através das portas Thunderbolt. Em termos de I/O tem 4 portas USB 3, 6 Thunderbolt, 2 Gigabit Ethernet e 1 HDMI. Claro que tanta potencia, na Apple, tem um custo bastante elvado. Com a configuração mais simples (Quad-core, 12GB RAM e 256GB disco) o Mac Pro custa 3099€.

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OS X Mavericks, iLife e iWork

Quanto ao software, a Apple lançou hoje o OS X Mavericks na Mac App Store. Preço? 0 €. A nova versão do OS X, a décima, é gratuita para todos, algo inédito em toda a história da marca.

O OS X Mavericks leva para o Mac o iBooks e o Maps do iOS, e incluí ainda, entre outros: separadores nas janelas do Finder, um novo Safari integrado com o Twitter e o LinkedIn, o iCloud Keychain para guardar usernames e passwords na nuvem, notificações interactivas (por ex: responder a uma mensagem do iMessage ou a um e-mail do Mail directamente na notificação). O OS X foi ainda refinado para melhorar a performance e o desempenho do Mac.

Ao nível do software, a Apple apresentou ainda novas versões do iWork e do iLife tanto para o OS X, como para o iOS. De uma forma geral, todas as apps foram adaptadas para 64-bits e foram redesenhadas – tanto no iOS para se adaptar ao design do iOS 7, como no OS X.

O iWork é o pacote da produtividade da Apple. Concorre directamente com o Office da Microsoft, incluindo o Pages para processamento de texto, o Keynote para apresentação de dispositivos e o Numbers para folha de cálculo. Para além do novo design, as apps receberam novas funcionalidades aqui e ali. O iWork funciona no iOS, no OS X (Mac) e também em www.icloud.com (isto é, pode ser utilizado num computador com Windows). A maior novidade do iWork é a introdução de colaboração em real-time no no www.icloud.com. Agora já é possível editar documentos de texto, apresentações de dispositivos e folhas de cálculo em tempo real com um grupo de pessoas (isto é algo que o Google Drive já faz há algum tempo).

A Apple consolidou desta força o iWork, tornando-o uma poderosa ferramenta, gratuita para todos, fazendo frente ao Microsoft Office que custa mais de 300 euros.

Quanto ao iLife, as apps iPhoto, iMovie e GarageBand receberam um novo design e novas ferramentas. O iMovie, por exemplo, tem agora uma coisa chamada iMovie Theater, que basicamente guarda no iCloud clips de filme, filmes completos e trailers feitos no iMovie para serum vistos em qualquer aparelho Apple (Mac, iPhone, iPad, iPod Touch ou Apple TV). O GarageBand, por seu lado, sincroniza através do iCloud os projectos, pelo que consegue-se agora começar uma música num iPad e terminá-la no Mac, por exemplo.