Beethefirst, a primeira impressora 3D portuguesa


Foi apresentada esta quarta à tarde, no Lisboa Design Show (FIL), a primeira impressora 3D completamente desenvolvida e produzida em Portugal. Chama-se Beethefirst, custa cerca de 2 200 euros e pretende ser uma solução simples, portátil e elegante para imprimir a três dimensões.

A Beeverycreative, empresa de Aveiro fundada por Francisco Mendes e Jorge Pinto, olhou para o mercado da impressão 3D e encontro apenas soluções pouco portáteis, demasiado complexas e difíceis de operar, pesadas, feias e pouco apelativas no que ao design diz respeito, e barulhentas.

Os dois jovens empreendedores decidiram, então, aproveitar a oportunidade que o mercado lhes deu para criar aquela que dizem ser a mais bonita de todas as impressoras 3D. Chama-se Beethefirst e tem tido uma boa reacção por parte do público, apesar de o projecto ainda estar numa fase muito inicial.

O desenvolvimento da Beethefirst começou com a criação de uma placa para controlar impressoras 3D a partir de um computador desktop, reconhecida por alguns clientes da empresa pela sua elevada qualidade. Seguiram-se uma série de protótipos e o crescimento da empresa – a Beeverycreative – de 2 para 27 pessoas. O projecto foi alavancado com investimento de capital próprio, mas agora está a ser financiado por capital privado.

A Beethefirst é desenvolvida e produzida em Portugal. Trata-se de uma impressora 3D profissional, fácil de usar, leve, pequena e portátil, bonita e silenciosa. Na verdade, a Beethefirst tem 40x40x14 cm e pesa 10 kg. A sua estrutura é feita em metal e acrílico.

A impressora imprime os objectos em policarbonato. Existe um rolo onde o policarbonato está arrumado na forma de fio. Este fio – que tem 1,75 mm de diâmetro – é puxado pela impressora, derretido para dar forma ao objecto, que fica sólido com o arrefecimento. A impressão é feita por camadas. É possível criar peças com até 19 cm de comprimento, 13 cm de largura e 12 cm de altura.

A Beethefirst aproveita o sistema click and print das impressoras convencionais, as 2D, isto é, basta um clique no computador para dar início à impressão. Aliás, esta impressora funciona apenas ligada a um computador. O objecto é desenhado num software 3D, exportado no formato .stl e lido pela aplicação Beesoft (Windows, OS X e Linux) para ser impresso.

beethefirst_6

A impressão pode ser de alta (100 microns) ou de baixa resolução (300 microns). Para já, a Beethefirst só deixa imprimir objectos monocorolidos, mas os responsáveis não descartam a hipótese de no futuro ser possível imprimir no mesmo objeto várias cores, sem implicar um processo de montagem posterior.

O tempo de impressão varia de objecto para objecto, uma vez que os objectos de maior dimensão demoram naturalmente mais tempo. Outro factor é o preenchimento: uma impressão de baixa resolução (300 microns) é mais rápida que uma impressão de alta resolução (100 microns). A dimensão e o preenchimento dos objectos influencia também a quantidade de objetos que se consegue criar uma única bobine de filamento (que custa 16 euros).

beethefirst_7

beethefirst_8

A Beethefirst está à venda desde de Setembro para o mercado nacional e para o internacional, nomeadamente o europeu. Os fundadores acreditam que a impressão 3D mudará o paradigma da produção em massa ao dar ao consumidor individual a possibilidade de criar os seus objectos.

beethefirst_9

beethefirst_10

beethefirst_11

A Beetherfirst custa 1 805 euros + IVA, o que dá qualquer coisa como 2 220 euros, um preço ainda não ao alcance de todos os bolsos.