Zuckerberg quer toda a gente no Facebook, mas sabe que isso é irrealista


No TechCrunch Disrupt, que decorreu de 7 e 11 de Setembro em São Francisco, Mark Zuckerberg falou da missão do Facebook de conectar o Mundo, fez um balanço do primeiro ano em bolsa e desvendou algumas novidades para o controverso Home.

“O meu objectivo é manter o Facebook focado naquilo que importa. Empresas diferentes focam-se em coisas diferentes. Nós focamos-nos em conectar toda a gente no Mundo e a dar-lhes ferramentas para partilharem aquilo que querem”, começou por dizer Mark Zuckerberg. O Facebook começou num dormitório de Harvard para conectar uma pequena comunidade; entretanto, cresceu e con

O Facebook não parou nos mil milhões de utilizadores. E não vai parar enquanto não tiver os 7 mil milhões que existem no Mundo. A missão do Facebook é tornar o Mundo mais aberto e conectado, e quando ele diz “o Mundo” quer dizer mesmo “o Mundo”. Ainda assim, Mark Zuckerberg sabe que é irrealista pensar que alguma vez toda a gente estará no Facebook (“Claro que queremos, mas não me parece ser realista”, disse)

Todas as pessoas gostam de estar conectados, mas é natural que algumas pessoas não gostem de uma ferramenta em particular. Não é preciso procurar muito para encontrar alguém que deteste o Facebook, na verdade. Seja por SMS, por e-mail, pelo Twitter, pelo Facebook ou por qualquer outra ferramenta, as pessoas conectam-se umas às outras.

Facebook Home: um falhanço?

Mark Zuckerberg praticamente admitiu que o Home foi uma falha, afirmando que a adesão ao produto por parte dos utilizadores está a correr de forma mais lenta que a esperada. Ainda assim, a equipa prefere continuar a apostar no produto, melhorando-o com base no feedback que recebe.

A nova versão do Home – uma app que coloca o Facebook no lockscreen e no homescreen de qualquer Android – terá conteúdo do Instagram e de apps de terceiros. Desta forma, o Facebook estão não só a integrar ainda mais na sua plataforma a grande aquisição de 2012, como também a abrir para uma web maior ao integrar apps das quais não é proprietário.

O Home foi instalado através do Google Play Store entre 1 e 5 milhões de vezes. Não existem dados públicos sobre a utilização do produto.

Recorde-se que o Home se divide em 3 partes: o Cover Feed, um feed com as histórias dos amigos e das páginas que se torna a base do telemóvel, substituindo o lockscreen e o homescreen nativo; os Chat Heads, que permitem conversar com os amigos em qualquer parte do telemóvel, independentemente da app em utilização; e o App Laucher, o local onde estão as todas as apps instaladas.

Os Chat Heads estão disponíveis na app Facebook Messenger, não sendo necessário o Home. Por outro lado, o Facebook recentemente introduziu o Cover Feed na sua app-mãe, pelo que, se activado, substitui o lockscreen (não o homescreen). Levando parte do Home para o mainstream, o Facebook pretende suscitar o interesse nesse produto, que oferece uma experiência mais completa.

“Acredito plenamente que, ao longo do tempo, o Facebook Home será algo que as pessoas queiram ter”, referiu Zuckerberg, que não deixou de notar que as pessoas adoram os Chat Heads.

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