Microsoft compra negócio de telemóveis da Nokia por 5,4 mil milhões de euros


É o fim da Nokia tal como a conhecemos e o início de uma nova era para o Redmond Campus. A Microsoft prepara-se para comprar a divisão Devices & Services da Nokia por 5,4 mil milhões de euros. A operação deverá estar concluída no início de 2014.

A Microsoft comprou uma parte da Nokia, a divisão Devices & Services, que gera uma facturação anual de 14,9 mil milhões de euros; em 2012, representou cerca de 50% do total de vendas da Nokia). As 32 000 pessoas (das quais 4 700 estão na Finlândia) que actualmente trabalham nesta unidade serão transferidas para o novo accionista.

Dos 5,4 mil milhões de euros em cima da mesa, 3,79 mil milhões são para a compra de todo o negócio de Devices & Services da Nokia e 1,65 mil milhões são para a cedência de patentes por um período de 10 anos. Fora destes números, fica o negócio em que a Microsoft pagará à Nokia por uma licença estratégica de 4 anos de utilização do HERE, um serviço de mapeamento e de localização que a finlandesa tem estado a desenvolver e que é, segundo a própria, a par do NSN (a sua infra-estrutura de rede), um dos pilares estratégicos para o futuro.

Com este negócio, a gigante finlandesa vai abandonar definitivamente o mercado dos smartphones, que nunca chegou a liderar. Este é um momento de mudança e de reinvenção para a Nokia e para os seus trabalhadores: a marca não constará em mais nenhum smartphone. Nos últimos anos, o negócio de telemóveis da fabricante finlandesa foi perdendo terreno perante a investida da Samsung e da Apple no mercado dos smartphones. No segundo trimestre deste ano, período em que os prejuízos atingiram 5000 milhões de euros, a empresa vendeu 53,7 milhões de equipamentos, o que significou uma queda homóloga de 27%.

Por seu lado, a Microsoft pretende acelerar o crescimento da quota no mercado dos telemóveis, ganhando terreno à Apple (aka iOS) e à Google (aka Android) com o seu Windows Phone. Stephan Elop, actual CEO da Nokia, é visto como o sucessor natural de Steve Ballmer, que abandonou o cargo de CEO da Microsoft por 1 ano.