Facebook no móvel: 819 milhões de utilizadores; 41% das receitas publicitárias

1,15 mil milhões de utilizadores activos mensalmente, dos quais 819 milhões são mobile. Fazendo as contas, mais de 70% de quem usa o Facebook fá-lo num smartphone ou tablet. É também nestas plataformas que a rede social de Mark Zuckerberg já obtém 41% das receitas publicitárias.

Os dados são de 30 de Junho. No Facebook, existem 1,15 mil milhões de utilizadores activos mensalmente, dos quais 819 milhões são mobile. Comparando com igual período do ano passado, verificou-se um crescimento em 50% de utilizadores nas plataformas móveis. Por dia, o Facebook é usado por 699 milhões de pessoas, sendo que 469 milhões o fazem a partir de um dispositivo móvel, como um smartphone ou tablet (estes números foram calculados com base no mês de Junho).

Existem hoje mais de 1 milhão de anunciantes activos no Facebook – um número dinamizado pelos negócios locais – e 18 milhões de páginas, sendo criadas por mês cerca de 1 milhão de páginas.

O Facebook apresentou esta quarta-feira os dados do segundo trimestre de 2013. Ficou a saber-se que as receitas publicitárias da empresa foram de 1600 milhões de dólares (qualquer coisa como 1200 milhões de euros), 41% das quais obtidas em dispositivos móveis. A publicidade representa cerca de 88% das receitas. do Facebook O restante é conseguido essencialmente com as taxas cobradas pelo processamento de pagamentos para empresas que distribuem jogos dentro da rede social e nos quais os jogadores podem fazer compras.

Quando entrou em bolsa em Maio do ano passado, o Facebook afirmou que praticamente não fazia dinheiro com anúncios em telemóveis e tablets, precisamente o tipo de aparelhos cuja utilização para aceder à rede social tem vindo a crescer. Mark Zuckerberg acredita que em breve a sua empresa terá mais receitas no móvel do que no desktop.

O Facebook comunicou também lucros de 562 milhões de dólares no trimestre passado, isto é, entre Abril e Junho. No mesmo período de 2012, tinha registado prejuízos de 743 milhões, embora estes tenham sido provocados pelos custos da operação de entrada em bolsa.

Zuckerberg disse ainda que os anúncios no News Feed dos utilizadores representam apenas 5% de todas as histórias que estes recebem diariamente no mesmo.

Após uma entrada em bolsa decepcionante, no primeiro trimestre do ano passado, em que as acções do Facebook foram desvalorizando constantemente, a rede social tem procurado investir no emergente mercado móvel para convencer os investidores e anunciantes de que o seu negócio não está esgotado. O destaque vai para a compra, por um montante recorde (mil milhões de dólares), da aplicação de fotografias Instagram.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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