Project Loon: balões que transportam net


A Google não quer deixar os locais mais remotos do planeta sem uma ligação à Internet e, por isso, criou balões capazes sobrevoar essas zonas e de dar às suas populações velocidades comparáveis ou mesmo superiores às do 3G. A ideia – denominada Project Loon – surgiu há dois anos e está a ser desenvolvida desde aí em segredo pelo grupo norte-americano. Foi torna pública recentemente com o lançamento de teste de 30 balões na Nova Zelândia.

Chama-se Project Loon. Foi criado há dois anos no Google X, o laboratório secreto do grupo norte-americano, e tem estado desde aí em incubação. Chegou a público a 15 de Junho com o lançamento, em Canterbury, no leste da Nova Zelândia, de 30 grandes balões, equipados com um sistema de retransmissão do sinal de Internet. Segundo a Google, 2 em cada 3 pessoas na Terra não têm ainda uma ligação à Internet rápida e acessível.

A recepção está a ser testada, de forma experimental, durante 100 dias, em 50 locais nas redondezas de Canterbury, onde o acesso à Internet por outras formas é difícil. Os balões, feitos de plástico, insuflam no ar, chegando a ter até 15 metros de diâmetro, e são transportados pelo vento até altitudes duas vezes superiores às dos voos comerciais.

Com um sistema de controlo de altitude à distância é possível colocar os balões nas zonas onde, em determinado momento, melhor conseguem transmitir sinal para o solo terrestre. Na parte inferior dos balões está acoplado o sistema de transmissão e todo o equipamento electrónico, assim como um painel solar gerador de energia. Os balões conseguem enviar um sinal de Internet muito forte, permitindo em solo terrestre ter velocidades comparáveis ou mesmo superiores às do 3G.

O teste extender-se-á à Austrália, à África do Sul, ao Uruguai e ao Chile. Para garantir a conexão de Internet, a Google associou-se a um operador de telecomunicações neozelandês.

Os balões usados pela Google, que mantêm o volume relativamente estável mesmo perante mudanças de temperatura, são inspirados num conceito com décadas. A ideia que lhes serve de base foi já experimentada pela NASA, tendo sido desenvolvido para a Força Aérea norte-americana nos anos 1950.