Um novo Google Maps para cada pessoa


E se em vez de um mapa, existem vários mapas. O mapa do João, o mapa da Teresa, o mapa do Roberto…  No Google I/O 2013, o Google apresentou o novo Google Maps, que integra a experiência 3D do Google Earth, o fascinante Street Views e as classificações, reviews e check-ins do Zagat/Google+. O novo Google Maps é personalizado para cada utilizador, pelo que quanto mais informação dermos à Google, melhor se torna o nosso mapa.

O novo Google Maps dá direcções mais inteligentes e permite fazer tours pelo interior dos locais através das fotos partilhadas pelos utilizadores. O Google Maps foi redesenhado da base; é a maior actualização ao Google Maps feita em 8 anos. O novo Google Maps funciona em fullscreen, de um canto ao outro do browser, e é totalmente interactivo.

O Google Maps tem hoje mais de 1 mil milhões de utilizadores activos. Mais de 1 milhão de sites/domínios/apps usam o API do Google Maps. O Street View funciona em mais de 3 mil cidades num total de 50 países e também no Ártico e na Antarctica.

A Google não quer um Maps estático, quer um Maps personalizado para cada utilizador, que dê a cada um recomendações de locais de que estes podem gostar, para além de responder às suas questões (onde fica X? como se vai para Y?…). Quanto mais interagirmos com o mapa, mais informação relevante para nós ele destaca e mais adivinha aquilo que procuramos. É quase como ter um cartógrafo no nosso bolso. O objectivo é que o Google Maps não seja um mapa, mas um conjunto de mapas: cada utilizador tem o seu. É do passado a ideia de que um mapa é só um mapa e que existe um só mapa para Lisboa, um só mapa para o Porto, etc.

O nosso mapa no Google Maps torna-se melhor à medida que o usamos. Quanto mais interagirmos com ele, melhor ele fica, isto é, mais informação relevante nos dá. O Google Maps automaticamente destaca a nossa casa, o nosso local de trabalho e os locais que pesquisamos frequentemente e/ou em que poderemos estar interessados. Como é que ele sabe isto? Através do nosso histórico de pesquisa e dos locais aos quais os nossos amigos fizeram bons reviews, etc. Há que nas definições do Maps introduzir o endereço da nossa casa e o do nosso trabalho, há que guardar locais como favoritos, escrever reviews, fazer check-ins, etc.

No fundo, o novo Google Maps usa o contexto; interessa-lhe a nossa identidade, isto é, quem somos, e aquilo que procuramos. Por exemplo, quando procuramos por restaurantes de sushi em Lisboa, o Google Maps não só nos mostra onde eles ficam, como também nos recomenda um novo bar para irmos a seguir ao jantar. Com o Zagat e o Google+, o Google Maps dá-nos recomendações também consoante a actividade dos nossos amigos, tendo em conta as suas classificações, os seus check-ins e os seus reviews.

Clicamos num dos restaurantes de sushi e as ruas mais usadas para chegar lá ficam em destaque a branco; todas as outras tornam-se cinzentas. Clicarmos em qualquer parte no mapa, antes de pesquisarmos por algo, e cartões mostram-nos o endereço. Enquanto navegamos no mapa, junto à barra de pesquisa, aparecem resumos dos locais em que clicámos, ícones que nos destacam categorias (como restaurantes, cinemas, etc) e outra informação útil. Por exemplo, se clicarmos numa estação de Metro, ele dá-nos a que horas parte o próximo comboio. Horários de abertura, ratings, reviews e outro tipo de informação também nos aparece neste local.

O novo Google Maps integra o Google Earth e, por isso, num browser que suporte WebGL, como o Chrome, é possível ver em 3D a Terra, numa experiência incrivelmente bonita. Conseguimos ver inclusivé em que partes da Terra é de dia e em que partes é de Noite com um bonito efeito solar.

O Google Maps é o melhor mapa de sempre. No Verão, a Google lançará novas apps do Google Maps para o mobile (Android e iOS), que recriem a experiência no desktop.