Mais WhatsApp, menos SMS


O número de mensagens enviadas através de apps como o WhatsApp ou o Facebook Messenger superou, no último ano e pela primeira vez, o de SMS, diz a consultora Informa.

De acordo com a Informa, uma consultora externa, em 2012, foram enviados, em média, por dia, 19 mil milhões de mensagens através de apps para smartphones, como o WhatsApp, o Skype, o Kik ou o Facebook Messenger, e 17,6 mil milhões de mensagens de texto (os tradicionais SMS).

Esta tendência deverá continuar. Existem cada vez mais pessoas com smartphones e cada vez mais pessoas a usar planos de dados nos seus smartphones. O custo de utilização destas apps está incluída no plano de dados de cada utilizador; por exemplo, se tiver um plano de 1 GB de tráfego, posso usar esse 1 GB para essas apps e para todas as restantes necessidades de Internet (streaming de música, redes sociais, navegação GPS, etc.). O SMS, por seu lado, é taxado individualmente.

Tanto o WhatsApp, como o Facebook Messenger, como qualquer outra app do género oferecem vantagens enormes relativamente ao velhinho e ultrapassado SMS, como, por exemplo, a criação de conversas de grupo, muito úteis para combinar um jantar com os amigos. É também possível através dessas apps enviar a nossa localização, fotografias e vídeos, mensagens de voz, clip, etc. E, enquanto que o SMS só nos informa se a mensagem foi entregue ou não, o WhatsApp ou o Facebook Messenger, por exemplo, dizem-nos quando ela foi lida pelo destinatário.

No futuro, apenas precisaremos de uma conexão de dados nos nossos telemóveis, dado que com uma ligação à Internet podemos fazer tudo, incluindo chamadas e envio de mensagens. Nos EUA e no Reino Unido, por exemplo, já é possível ligar gratuitamente aos amigos através do Facebook. O WhatsApp e o Facebook Messenger são também gratuitos. No fundo, as operadoras de telecomunicações cada vez mais venderão planos de dados e não tarifários de chamadas e SMS.

A Informa estima que em 2014 serão enviadas 50 mil mensagens através de apps por dia, o que contrasta com as 21 mil milhões de mensagens de texto tradicionais (SMS). Ainda assim, o SMS continuará a existir a curto prazo, como complemente às mensagens através de apps, e continuará a vingar em mercados de economias emergentes, onde nem toda a população tem smartphones.