Google unifica messaging com Hangouts


Chama-se Hangouts e é o novo serviço de messaging da Google. Disponível para Android, iOS e Chrome, permite enviar mensagens de texto, criar conversas de grupo, partilhar fotos e fazer videochamadas com até 10 pessoas. O Hangouts substitui o Google Talk, o Google+ Messenger e o Google+ Hangouts.

O Hangouts é uma app de messaging, semelhante ao WhatsApp ou ao Facebook Messenger. A Google foi ao Google+ Hangouts, um dos seus mais populares produtos, buscar o nome e as videochamadas com até 10 pessoas. Do Google Talk, aproveitou as conversas one-to-one. Ao Google+ Messenger tirou as conversas de grupo e a partilha de fotos. E juntou tudo numa só app, disponível para Android, iOS e Chrome. O Google Hangouts substitui, assim, o Google Talk, o Google+ Messenger e, claro, o original Google+ Hangouts; em breve, suportará SMS (algo que o Facebook Messenger faz há algum tempo) e substituirá também o Google Voice, garantiu a Google.

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A app começa com conversas de texto. Ela mostra-nos a lista das nossas conversas recentes. Através do botão + no topo, podemos criar uma nova conversa. As conversas – denominadas Hangouts – podem ser de grupo ou individuais (isto é, com uma pessoa). As conversas têm nomes, podemos definir notificações para cada uma delas, adicionar novas pessoas à conversa ou deixar a conversa. É ainda possível, a partir da própria app Hangouts, adicionar as pessoas que estão em determinada conversa aos nossos círculos no Google+. Existe uma coisa chamada watermark, que indicam quando é que determinada pessoa está a escrever e até onde é que as outras pessoas da conversa a leram.

As conversas ficam guardadas na cloud da Google, isto é, têm um histórico, permitindo regressar atrás no tempo e relembrar momentos importantes. É possível desligar o histórico para determinadas conversas e, desta forma, conversar off-the-record, livremente. O facto de as conversas estarem na cloud, faz com que elas estejam sincronizadas entre os vários dispositivos: Android, iOS e Chrome.

A integração do Hangouts com o Google+ é excelente. Às mensagens de texto, é possível adicionar emoticions e fotografias. Todas as fotos trocadas em conversas ficam guardadas automaticamente num álbum privado no Google+. O Hangouts incluí ainda da poderosa ferramente de videochamada do Google, isto é, do “antigo” Hangouts (Google+ Hangouts). A partir de qualquer mensagem de texto, podemos iniciar uma videochamada com até 10 pessoas em simultâneo (para chamadas só de voz, basta desligar a câmara na videochamada).

O Hangouts não está integrado com o SMS, como o WhatsApp ou o Facebook Messenger, não permite partilhar vídeos (só fotos), mensagens de voz ou localizações. A Google ainda tem muito trabalho pela frente no que toca aos Hangouts. Por exemplo, a app poderia ter uma integração interessante no Android, à semelhança do que o Facebook fez com os Chats Heads (colocou conversas com os nosso amigos à frente de qualquer app).

O Hangouts chegou tarde. A Google entrou tarde no jogo do messaging. O Messenger do Facebook, o WhatsApp, o iMessage da Apple e o BBM da Blackberry têm milhões de clientes fidelizados. Será que a Google conseguirá meter os 425 milhões do Gmail a usar o Hangouts? (Já agora, por que não expandir o Hangouts para fora do Gmail, do Google+ e das apps mobile, integrando-o no YouTube, no Drive, no Maps e no Search, por exemplo.)

A Google tinha todas as peças para contruir uma plataforma tão boa ou melhor que a que construiu e apresentou esta quarta ao público, no Google I/O. O messaging nunca foi consistente dentro da Google. O Google Talk, lançado em 2005, cresceu no Gmail e como uma app no Android; permitia o envio de mensagens de texto e fazia chamadas de voz e videochamadas, nada mais do que isso. O Google+ Messenger apareceu em 2012 como parte do Google+; deixava criar conversas de texto individuais ou de grupo e partilhar fotos. O Google+ tinha ainda os Hangouts, isto é, videochamdas até 10 pessoas, que depois foram integradas também no Gmail. Por último, existia o Google Voice, um serviço, lançado em 2009, que permitia criar um número de telefone Google e com ele realizar chamadas de voz e enviar SMS (só funciona nos EUA, infelizmente).

As apps de messaging nem sempre tornam a comunicação entre pessoas simples. Umas requerem um determinado sistema operativo (o caso do iMessage, que só corre em iOS e OS X, isto é, em ambiente Apple); outras permitem a partilha de fotos, mas não videochamadas (o Facebook Messenger, por exemplo); outras ainda existem no mobile, mas ignoram o desktop (o WhatsApp é um exemplo). O Google Hangouts tem tudo (mensagens de texto, videochamdas, partilha de fotografias…) e funciona no Android, no iOS e no desktop, através do Chrome.