Facebook lança nova app: Poke


fbpoke

O Facebook lançou recentemente uma nova app para o iPhone. Chama-se Poke e permite enviar texto (com o máximo de 120 caracteres), fotos, vídeos e “pokes” a um ou mais “amigos” do Facebook. As mensagens enviadas auto-apagam-se 1, 3, 5 ou 10 segundos depois de abertas pelo seu receptor.

Como funciona a app Poke? No fundo, o utilizador escolhe um tipo de mensagem para enviar – “poke”, texto, foto ou vídeo – e selecciona um “amigo” ou um grupo de “amigos” aos quais enviar. Define o tempo após o qual a mensagem expirará (1, 3, 5 ou 10 segundos), adiciona uma localização (opcional) e, no caso de se tratar de uma foto, escreve um texto ou desenha algo sobre ela; por fim, clica em “enviar”. O receptor (ou receptores) recebe uma notificação push no seu telemóvel com o som “Poke!”, abre a app Poke, vêm que tipo de mensagem lhe foi enviada, e abre-a; ao fim de 1, 3, 5 ou 10 segundos, a mensagem desaparece. Caso o receptor tire um screenshot do conteúdo da mensagem, a pessoa que lha enviou é notificada. Com o Poke é possível ter conversas de grupo, enviando mensagens a um conjunto de pessoas e mantendo-o a par da conversa em simultâneo.

A app Poke é toda ela mobile e funciona separadamente das outras apps do Facebook e do próprio desktop site. Aliás, a app aproveita uma das funcionalidade mais inúteis de todo o Facebook, o Poke, que continua a existir no desktop, mas sem qualquer ligação com a nova app. Se eu fizer “poke” a alguém em facebook.com através da sua Timeline, esse “poke” não irá parar à app e vice-versa: nenhum “poke” na app aparece fora dela.

Quem trabalha no Facebook fala frequentemente em fazer produtos que reflectem o modo como as pessoas se comportam e comunicam em pessoas. O Messenger, por exemplo, permite aos utilizadores saber quando os receptores virem determinada mensagem ou quando estão a escrever pois, em conversas cara-a-cara, também se sabe quando se é ouvido ou quando alguém não acabou de falar. A Timeline organiza a história de vida dos utilizadores desde o seu nascimento, incluíndo os marcos importantes ao longo da mesma. A nova app Poke, apesar de poder parecer inútil ao início, acrescenta de facto uma nova peça de realidade ao Facebook. Ela traduz os momentos que só acontecem em pessoa e que são muito restrictos. As pessoas podem fazer uma cara engraçada ou uma voz com piada sem se preocupar que o resto do mundo a veja ou a oiça, ou que os seus amigos a vejam ou a oiçam mais do que uma vez. Enquanto que a maioria dos produtos do Facebook servem para preservar memórias e guardar interacções, as comunicações no Poke desaparecem ao fim de alguns segundos.

O Poke é, desta forma, útil para partilhar coisas desconfortáveis. O Facebook convenceu-se de que precisava de uma app de mensagens que expiram, dado o sucesso do Snapchat, uma plataforma através da qual são partilhadas mais de 50 milhões de fotos diariamente. O Snapseed, actualmente disponível para iOS e Android, tem tido um sucesso enorme principalmente junto do público mais jovem, provando que existe algo mágico em relação ao media auto-destrutivo.

A app do Poke existe apenas para iOS, mas uma versão Android deve estar em preparação. É provável também que o Poke seja integrado na app principal do Facebook e no respectivo site. Apesar de não lucrar directamente com ele, o Poke é uma ferramenta importante para o Facebook, uma vez que lhe fornece dados importantes sobre o social graph dos seus utilizadores: as pessoas com quem conversamos através do Poke são aquelas que queremos que apareçam mais no News Feed, por exemplo, são os nossos amigos mais próximos.

A nova app Poke foi feita em 12 dias. O ícone foi desenhado 24 horas antes de ser introduzida na App Store. E a voz por detrás da notificação de quando se recebe um Poke é a de Mark Zuckerberg, que se diz ter ajudado a programar a app. O Poke tornou-se a app gratuita mais descarregada da App Store apenas 1 dia depois do seu lançamento.

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