O insólito Ecce Homo


Chama-se “Ecce Homo” e é uma pintura que desde o século XIX decora as paredes de uma capela em Borja, Espanha, mas que nos últimos dias tem percorrido o Mundo. A fama espontânea em torno da obra da autoria de Elías García Martínez deve-se a um mau restauro levado a cabo por uma senhora de 80 anos, habitante daquela cidade situada perto de Saragoça.

Cecilia Giménez, a tal senhora de 80 anos, era restauradora amadora e realizava pequenos trabalhos de recuperação de peças de arte, mas nunca tinha trabalhado uma cara. Ao tentar dar uma nova vida à pintura “Ecce Homo”, Cecilia acabou por a destruir, transformando o rosto de Cristo que nela estava retratado numa… coisa qualquer. A situação só foi descoberta a 7 de Agosto e surpreendeu não só a Câmara Municipal local, como também os populares de Borja e o Centro de Estudos Borjanos (CEB), que é a proprietária da obra.

“Há apenas um mês, [realizou-se] uma reportagem fotográfica no interior da igreja, com o objectivo de publicar o inventário da mesma na colecção dedicada ao Património Artístico Religioso dos municípios da nossa zona. Nessa altura, a pintura [ainda] se encontrava em mau estado”, refere o CEB em comunicado.

Polémicas à parte, o Ecce Homo de Borja tem dado que falar um pouco por todo o Mundo, atraindo turistas e jornalistas. Cecilia Giménez passou de desconhecida a famosa “restauradora” do Ecce Homo, tendo já uma legião de fãs na Internet. (Nota: Cecilia encontra-se fechada em casa e recusa falar com quem seja.)

Todo este episódio é insólito e, por isso mesmo, tem dado aso a piadas no mundo cibernáutico. Há quem pegue na pintura e substitua o rosto alterado pela autora do restauro por figuras públicas ou desenhos animados (Alf, Homer Simpson, Mr. Bean, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ou Lionel Messi, por exemplo), e há quem satirize de outras formas o acontecimento. Existem também petições a pedir que a nova versão da obra se mantenha como está e que não seja efectuado o restauro que permitirá recuperar a obra original.

Previous Neil Armstrong pisou o Céu
Next Galaxy Note II: um upgrade, nada mais