São Jorge recebe ciclo de cinema e conversa sobre jornalismo

Ciclo antecipa o primeiro Congresso dos Jornalistas em quase duas décadas.

Em Abril, foi anunciado o regresso do Congresso dos Jornalistas em 2017, quase 20 anos depois da realização do último. O 4º Congresso que junta os jornalistas portugueses está marcado para dias 13, 14 e 15 de Janeiro no Cinema São Jorge, em Lisboa.

O Congresso dos Jornalistas, que se destina unicamente a profissionais da área, será antecipado por um ciclo de cinema e debates aberto a todo o publico. Marcarão presença, entre outros, da editora Bárbara Bulhosa, do historiador José Pacheco Pereira e do jornalista Michael Rezendes.

O ciclo, que começa no domingo, 8 de Janeiro, no Cinema São Jorge, chama-se “Parem As Rotativas, Vamos Conversar!”. Sempre ao final do dia, a partir das 18h30, serão exibidos, em cinco sessões, cinco filmes de uma forma ou de outra com o exercício jornalístico, seguidos de cinco debates.

A entrada é aberta a todos, limitada à disponibilidade de lugares. Os congressistas têm a entrada no ciclo de cinema incluída no valor da inscrição no Congresso; para o público em geral o bilhete custa 4 euros.

O Congresso dos Jornalistas Portugueses, o primeiro em 18 anos, decorrerá sob o lema “Afirmar o Jornalismo”. O evento é organizado pelo Sindicato dos Jornalistas, pela Casa da Imprensa e pelo Clube dos Jornalistas. O primeiro Congresso teve lugar em Janeiro de 1983. Seguiu-se uma segunda edição em Novembro de 1983. O último decorreu em Fevereiro/Março de 1998.

8 de Janeiro

  • 18h30 – Truth (2015), de James Vanderbilt: um retrato da investigação do programa da CBS 60 Minutes sobre o percurso militar do presidente dos Estados Unidos George W. Bush e o facto de não ter combatido na Guerra do Vietnam. Os acontecimentos levaram ao afastamento de Dan Rather (Robert Redford) e da produtora Mary Papes (Cate Blanchet).
  • 20h30 – conversa com a escritora Dulce Maria Cardoso, o historiador e comentador político José Pacheco Pereira e a investigadora Maria Manuel da Mota; moderação da jornalista Ana Lourenço.

9 de Janeiro

  • 18h30 – Kill the Messenger (2014), de Michael Cuesta: o jornalista Gary Webb investiga o apoio da CIA a rebeldes da Nicarágua em troca da entrada de droga nos Estados Unidos, que afetou sobretudo comunidades afroamericanas nos anos 1970 e 1980. Baseado em factos reais, reconstitui a investigação e o processo de descredibilização de Gary Webb que se seguiu.
  • 20h30 – conversa com a editora Bárbara Bulhosa, o professor de ciência política Jaime Nogueira Pinto e a actriz Sara Carinhas; moderação da jornalista Ana Sousa Dias.

10 de Janeiro

  • 18h30 – Nightcrawler (2014), de Dan Gilroy: ficção sobre o jornalismo criminal e os limites de uma boa história, a partir da relação entre o principiante Lou Bloom (Jake Gyllenhaal) e a experiente Nina (Rene Russo), na cena televisiva de Los Angeles.
  • 20h30 – conversa com a historiadora Irene Pimentel, a dirigente da SOS Racismo, Mamadou Ba, e o realizador Marco Martins; moderação da jornalista Judith Menezes e Sousa.

11 de Janeiro

  • 18h30 – The Fifth Estate (2013), de Bill Condon: a revolução do tratamento e divulgação de informação iniciada pela organização Wikileaks, de Julian Assange, e os desafios colocados ao jornalismo, num filme baseado nos livros WikiLeaks: Inside WikiLeaks: My Time with Julian Assange at the World’s Most Dangerous Website, de Daniel Domscheit-Berg, e WikiLeaks: Inside Julian Assange’s War on Secrecy, dos jornalistas David Leigh e Luke Hardin.
  • 20h30 – conversa com a empresária Catarina Portas, o advogado e cronista João Taborda da Gama e o sociólogo Manuel Carvalho Da Silva; moderação da jornalista Anabela Mota Ribeiro.

12 de Janeiro

  • 18h30 – Spotlight (2015), de Tom McCarthy: vencedor do Óscar de Melhor Filme e de Melhor Argumento Original em 2015, reconstitui a investigação da equipa Spotlight do jornal Boston Globe, que expôs décadas de abusos sexuais de menores na Igreja Católica.
  • 20h30 – conversa com o norte-americano Michael Rezendes, um dos jornalistas do Boston Globe que investigou o caso e que foi distinguido em 2003 com o prémio Pulitzer de Serviço Público.
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