Observado espectro óptico de antimatéria pela primeira vez


O projecto ALPHA no CERN conseguiu medir, pela primeira vez, o espectro óptico de um átomo de antimatéria, após 20 anos de investigação neste assunto.

Os resultados, publicados este mês na Nature, são o fruto de muitos anos de investigação da antimatéria, essencial para conseguir perceber o porquê de o Universo ser quase todo constituído por matéria, apesar de a matéria e a antimatéria terem formado-se em quantidades iguais aquando do Big Bang. Como Jeffrey Hangst, porta-voz do ALPHA, explica, “conseguir observar a transição num átomo de antihidrogénio e compará-la a um átomo de hidrogénio para ver se obedecem às mesmas leis da física sempre foi um dos objectivos principais na investigação da antimatéria.

De acordo com o Modelo Padrão da física de partículas (modelo teórico que melhor descreve as partículas e as forças que actuam entre elas), seria expectável que o hidrogénio e o antihidrogénio apresentassem características espectroscópicas idênticas. E foi isto mesmo que se observou: dentro dos limites experimentais, não se verificaram diferenças entre o espectro do antihidrogénio e do hidrogénio.

ALPHA é um projecto único no CERN, capaz de produzir átomos de antihidrogénio e confiná-los numa “armadilha” magnética, que permite manipular alguns átomos de antihidrogénio de cada vez. Ao confinar estes átomos de antihidrogénio, é possível estudar o seu comportamento espectroscópico usando lasers ou outras fontes de radiação, como se pode ver no vídeo abaixo.

Os resultados actuais, em conjunto com os resultados obtidos por outros projectos sobre antimatéria, como o ASACUSA e o BASE do CERN, representam avanços significativos nos testes à simetria fundamental da antimatéria.

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