Campanha #MamiloLivre arranjou uma forma de contornar a censura do Facebook


Podes ver mamas no Facebook desde que os mamilos estejam tapados. A rede social tem regras muito apertadas no que toca a nudez e apaga todos os posts que representem violações das mesmas. Na internet, assim como fora dela, não é universalmente aceite que se mostrem mamilos femininos em público, mas há campanhas que procuram combater este estigma.

“Os nossos seios não são o problema. A objectificação sexual, sim. Queremos liberdade para decidir o que fazer com o nosso corpo. Os homens já conquistaram a libertação dos seus mamilos. Chegou a nossa vez.” As palavras são das autoras do movimento brasileiro #MamiloLivre e estão no site mamilolivre.com, onde todas as mulheres são convidadas a juntarem-se à iniciativa.

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Podem fazê-lo partilhando um mosaico de quatro fotos de um mamilo no Facebook. Para tal, basta fazerem log in com a sua conta, escolher um mamilo para partilhar de uma galeria de 12 e fazer o upload das imagens para o seu perfil de Facebook. O resultado será um post em que as quatro fotos aparecem organizadas num mosaico maior. Como em nenhuma se vê um mamilo completo, o Facebook à partida não irá tirar da gaveta o lápis de censura.

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É uma ideia muito bem pensada, que não só transmite bem a mensagem da campanha, como é uma atitude de desobediência que contorna na perfeição a censura do Facebook.

A campanha #MamiloLivre foi lançada em Setembro pela psicóloga e blogger Letícia Bahia e pela fotógrafa Julia Rodrigues, e está associada à AzMina, uma instituição brasileira sem fins lucrativos cujo objectivo é “usar a informação para combater os diversos tipos de violência que atingem mulheres brasileiras, considerando as diferenças de raça, classe e orientação sexual”. Letícia Bahia é a directora da AzMina.

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