Mini-doc mostra o outro lado do turismo massificado em Lisboa


Estamos em 2016. Se ainda não reparaste que Lisboa está cheia de turistas das duas uma: ou não sais muito de casa ou não tens vindo até à capital. Na boa, nós compreendemos.

Desde que começamos a sair na Monocle mês sim / mês sim e a ser presença assídua em feiras internacionais de turismo que o panorama mudou. Lisboa é uma cidade bastante (instagr)amável, com um clima adoravelmente incrível e com uma aura hipnótica que leva a que as pessoas se percam nas ruas a explorar o inexplorado. É fácil apaixonarmo-nos por Lisboa.

De filtro do VSCO em filtro do VSCO, a capital começou a aparecer muito mais em todo o lado. Toda a gente começou a querer vir até cá para conhecer o autêntico, o genuíno, o verdadeiro.

O que até 2011 nem era such a big deal. O problema veio daqui para a frente. O número de turistas aumentou (e muito) e com eles chegou também a necessidade de criar mais sítios onde dormirem, onde comerem e com que se entreterem. E tuk-tuks. Demasiados.

Toda essa nova energia traz em si tanto de bom quanto de mau. Se por um lado rejuvenesce, cria e melhora, por outro também destrói, fecha e segrega.

Este é basicamente a análise que o realizador italiano Fabio Petronilli tenta fazer no seu mini-documentário “You’ll Soon Be Here” . Numa clara alusão ao facto de toda a gente acabar por vir cá parar (tipo o Cais do Sodré num sábado à noite) são nos demonstrado alguns dos pontos positivos e negativos da turistificação massiva da cidade, em especial na zona da Mouraria. São entrevistados moradores, comerciantes e alguns lisboetas com uma opinião na matéria e percebemos de perto o porquê de haverem tantos tuk-tuks na cidade. Demasiados.

O futuro de Lisboa? Há planos municipais em curso, estudos a serem feitos e comités para os analisar. No final do dia, o número de moradores no centro da cidade continua a diminuir e o número de turistas a aumentar. E com eles os pastéis de bacalhau com queijo da serra, os rissóis de pizza e os pastéis de belém com Nutella.

E a Lisboa genuína, da sardinha e do fado vadio? Bom, é bom que a WWF venha até cá ver o que se passa, porque cada vez mais estão em vias de extinção.

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