A Microsoft mostrou-nos os PCs do futuro


A Microsoft começou como uma empresa de software. E agora também é uma empresa de hardware. A família Surface, iniciada em 2012 com o primeiro tablet convertível em portátil (de seu nome Surface Pro), conheceu no ano passado uma nova adição: o Surface Book, um elegante e poderoso laptop lançado para concorrer directamente com o MacBook Pro da Apple.

Era expectável que a Microsoft não ficasse por aqui. Esta quarta-feira, a tecnológica revelou a segunda geração do Book, com um processador mais rápido, um ecrã com mais pixels e uma bateria capaz de durar até 16 horas; o Surface Studio, o seu primeiro computador de secretária que revoluciona o conceito de PC; e ainda um acessório chamado Surface Dial.

Surface Studio: nunca vimos um PC assim

Quando queremos representar graficamente um PC, o usual é recorrermos a um ícone de um monitor e de uma torre. Mas o Surface Studio – apresentado esta quarta-feira, num evento onde também ficámos a conhecer o novo Windows 10 com 3D –, pode ajudar-nos a perder essa imagem antiga e preconceitosa de que o PC é um equipamento monstruoso e feio.

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O Surface Studio é um computador all-in-on com um monitor LCD superfino – 12,5 mm –, que a Microsoft diz ser o mais fino do mercado. É um ecrã táctil, com 28 polegadas e 3:2 de aspect ratio. Tem uma resolução 45000×3000 pixels, ou seja, consegue 13,5 milhões de pixels – a Microsoft diz que são 60% mais pixels que uma televisão 4K normal.

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No interior do Studio, encontramos um processador Intel Core i5 ou i7 de sexta-geração, até 32 GB de memória RAM, 1 ou 2 TB de armazenamento híbrido (SSD/HDD) e uma placa gráfica Nvidia GeForce. Existem portas USB 3.0, slot para cartão SD e entrada Ethernet de 1 Gigabit.

Mas a principal característica do Studio é a sua versatilidade. Este computador não é para quem trabalha com folhas de cálculo ou a PDFs. É antes para designers, arquitectos, profissionais da moda e todas as outras pessoas que no seu dia-a-dia usam ferramentas de criatividade como o Photoshop. É a pensar nelas que o Studio tem um ecrã ajustável, que pode deixar a sua posição tradicional para se transformar numa mesa de desenho virtual.

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A interacção com o Studio pode ser feita de uma destas formas: com um rato ou teclado, com os dedos (existe reconhecimento de até dez toques em simultâneo), com a caneta Surface Pen ou com o Surface Dial. Este último é um acessório pequeno e cilíndrico que pode ser rodado para fazer zoom em imagens, para escolher uma cor numa paleta ou para abrir uma nova caixa de ferramentas em determinada aplicação.

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Na prática é uma pequena base cilíndrica com resposta vibratória e que é sobretudo controlada através de movimentos circulares. Pense num disc-jokey e na forma como movimenta os discos na sua mesa de mistura – com o Surface Dial vai poder rodar o disco para fazer zoom nas imagens, para fazer scroll numa galeria de imagens ou para chamar no ecrã do computador uma gaveta de ferramentas extra associadas a um determinado programa – como uma paleta de cores por exemplo.

Dadas as características anteriormente detalhadas, é fácil prever que o Surface Studio não será um equipamento barato. A Microsoft vai comercializar três modelos, com três preços distintos: 2 999 dólares, 3 499 dólares e 4 199 dólares.

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O novo Surface Book

O Surface Studio é computador para criativos e profissionais, enquadrando-se algures entre o iMac e o Mac Pro, da rival Apple. Já o Surface Book concorre directamente com o MacBook Pro. Na quarta-feira, a Microsoft anunciou uma nova geração do Book, com um melhor processador, um melhor desempenho gráfico e uma melhor autonomia.

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O novo Surface Book tem especificações de topo: processador Intel Core i7 de sexta geração, gráficos Nvidia GeForce GTX 965M e uma bateria com 16 horas de autonomia – suficiente para dois dias laborais (de 8 horas).

O computador será posto à venda com opções de 256 GB, 512 GB e 1 TB no que toca a armazenamento interno – os preços serão de 2 399, 2 799 e 3 299 dólares, respectivamente. A Microsoft referiu na apresentação que continuará a comercializar o Surface Pro 4 como a opção de entrada da linha Surface – nos Estados Unidos, este equipamento custa 899 dólares.

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