As frases da Folia (dia 7)


Shakespeare, a Bíblia e a Utopia de Thomas Moore foram os três grandes temas da despedida do FOLIO 2016. O principal festival literário português, consagrado logo na primeira edição, trouxe, em mais de uma semana, um Nobel, um Booker Prize e centenas de frases para recordar entre leituras.

Certo é que o Festival Literário Internacional de Óbidos regressará no ano que vem, com mais 10 dias de programação de aulas (e tão bem que António Feijó esteve na maior parte delas), concertos (quem se esquece da liberdade de Salvador Sobral ou do brasileiro açucarado de Camané) e mesas de debate (aqui na pessoa de Pacheco Pereira e Salman Rushdie, os dois grandes marcos do festival), mas o que se poderá esperar de um festival que já corrigiu os erros de principiante (as sessões começam a horas, os locais são os prometidos e os escritores aparecem-nos sem semblantes pesados, como quem arrisca conviver)?

Só 2017 nos poderá responder. Até lá, ficam as frases do último e ciclotímico dia de Folia, tão concorrido que até o Presidente da República escolheu não perder.

 

“Na literatura, as coisas mais brutais e mais selvagens passam.” – António Feijó

“Vivemos num mundo mais simples: o diabo desapareceu, os sete pecados mortais desapareceram.” – António Feijó

“Se Liszt ou Mozart fossem vivos nos anos 60, não comporiam Liszt ou Mozart. Comporiam Lennon e McCartney.” – António Feijó

“Não vou traduzir a bíblia de um modo diferente por ser o texto sagrado de duas religiões.” – Frederico Lourenço

“Vai chegar o dia em que ninguém neste país vai conseguir ler o Novo Testamento em grego.” – Frederico Lourenço

“A palavra dignidade, antes do Pico Della Mirandola, era uma coisa que umas pessoas tinham e outras não tinham.” – Rui Tavares

“Uma utopiazinha pequenina era, na altura em que eu tomei posse, eu dizer que era possível distender a sociedade portuguesa e pôr a falar a direita com a esquerda.” – Marcelo Rebelo de Sousa

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