Este é o Pixel, o primeiro “iPhone” da Google


O iPhone sempre sobressaiu no mercado por ser feito pela mesma empresa que faz o sistema operativo que nele corre. Esta estratégia da Apple de criar o hardware e o software em conjunto permite à empresa desenvolver uma sintonia entre as funcionalidades que o telemóvel oferece e as especificações técnicas do mesmo, o que, no final do dia, significa um equipamento rápido e eficiente.

A Google, que desde cedo foi uma empresa de software, decidiu seguir a abordagem da Apple e preocupar-se simultaneamente com o hardware. O Pixel é o primeiro telemóvel da Google a ser criado com esta nova visão e, por isso, podemos dizer sem medos que é o primeiro “iPhone” da Google. Foi anunciado esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa em São Francisco.

O Pixel reúne o melhor da Google num pequeno ecrã de 5 ou 5,5 polegadas, dependendo da preferência do consumidor. Qualquer uma das configurações de tamanho vem com as mesmas especificações: a mesma construção em alumínio, a mesma câmara (que a Google diz ser melhor que a do iPhone 7), o mesmo processador e os mesmos serviços.

O Pixel tem o Google Assistant incorporado, um assistente pessoal que entende a tua voz ou os teus comandos de texto e desempenha as tarefas que lhe ordenares. Podes activar o Google Assistant dizendo “OK Google” ou pressionando o botão Home do telemóvel, e perguntar que restaurantes existem ao pé de ti, pedir para te mostrar as fotos que tiraste na praia ou chamar um uber. O Google Assistant representa uma evolução do Google Now, serviço lançado em 2012 e descontinuado agora.

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Um ecrã AMOLED protegido com Gorilla Glass 4, um processador Snapdragon 821 de 2,15 GHz, uma memória RAM de 4 GB e um sensor de impressões digitais são outros detalhes do Pixel. O telemóvel vem com uma câmara frontal de 8 megapixels para selfies e videochamadas, e outra traseira. Aqui encontramos um sensor de 12 megapixels, uma abertura de f/2.0 e pixels com 1,55 μm de tamanho – na prática, tudo isto significa boas fotos em situações de muita ou pouca luz.

A Google está confiante que a câmara do Pixel não só é melhor que a do iPhone 7, como é a melhor do mercado. Segundo a empresa, o hardware e o software são capazes de, juntos, processar rapidamente as imagens. Para melhores resultados, o HDR está activo por defeito. A Google permite também criar fotos com o fundo desfocado para destacar determinados objectos ou caras, bem como panorâmicas. Quanto a vídeo, podes filmar em 4K sem medo de tremer o braço, pois o Pixel é capaz de estabilizar tudo.

Por falar em fotos e vídeos, todos os utilizadores do Pixel têm armazenamento ilimitado no Google Photos das imagens que captam na sua resolução e qualidade originais (sem compressão). Escusado dizer que o Google Photos vem pré-instalado no Pixel, mas não é a única aplicação que encontrarás no telemóvel quando o tirares da caixa. O Google Duo, uma espécie de “FaceTime” da Google, também lá vai estar, permitindo-te fazer videochamadas entre dispositivos iOS e Android.

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O tamanho da bateria depende do tamanho do ecrã. O modelo de 5 polegadas chama-se apenas Pixel e vem com 2 770 mAh. O Pixel XL, com um ecrã de 5,5 polegadas, tem um “monstro” de 3 450 mAh. Qualquer uma das baterias pode ser carregada rapidamente – 15 minutos na tomada dão 7 horas de autonomia, segundo a Google.

O Pixel mais barato vai custar 649 dólares e será vendido através de vários parceiros da Google e também da loja online Google Store. Estará disponível com 32 GB ou 128 GB de armazenamento em três cores: “Really Blue” (só nos EUA), “Very Silver” e “Quite Black”. A Google vai oferecer assistência 24/7 a todas as pessoas que comprarem o Pixel, através de uma aplicação instalada no telemóvel e que permitirá falar com um assistente da empresa e inclusive partilhar o ecrã para uma resolução mais eficaz do problema.

Relativamente a acessórios, o Pixel é compatível com os óculos de realidade virtual Daydream View e com uma série de capas de protecção desenhadas pela Google. Para mais detalhes, consulta esta página. Se estiveres a pensar trocar do iPhone para o Pixel, a Google criou uma ferramenta para rapidamente importares os teus contactos, SMS, iMessages, fotos e vídeos para o novo Android.

Tal como o primeiro iPhone, o Pixel não é perfeito. Não deixa de ser, todavia, a primeira vez que a Google pensa o hardware e o software em conjunto, com especial atenção ao design. Todos os telemóveis que a Google lançou até hoje – os Nexus – eram uma forma de o mercado ter acesso à versão pura do Android a um preço acessível. O Pixel tem um preço mais elevado e próximo ao do iPhone e, ao Android Nougat base, foram acrescentados um conjunto de serviços e funcionalidades que melhoraram a experiência dos utilizadores.

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