O chapéu falante de Harry Potter é agora uma realidade


Recentemente foi o Dia do Pai nos EUA e este pode ser já considerado o melhor progenitor de 2016: um arquitecto de soluções da IBM Watson, Ryan Anderson, desenvolveu uma réplica do chapéu seleccionador visto nos filmes e livros do Harry Potter para as duas filhas.

Anderson transformou magia em tecnologia, conta o Tech Insider para agradar às duas filhas de 6 e 8 anos, que “já leram os livros umas 5 vezes”. Feito o chapéu, o seu uso é simples: tal como na ficção, temos de o colocar na cabeça (se bem que é só para imitar os filmes, uma vez que na prática só temos de falar com o chapéu) e começar a dizer coisas sobre nós.

Momentos depois, voilá, o Sorting Hat escolhe: estás numa equipa de Hogwarts – Slytherin, Gryffindor, Ravenclaw, Hufflepuff.

Como é que este pai conseguiu fazer isto acontecer? Basicamente foi através do sistema de inteligência artificial da IBM, que interpreta o subtexto daquilo que é dito, mas também de tecnologias de reconhecimento de voz. O que o Tech Insider conta é que Anderson, com programação, aliou a característica ‘honestidade’ à equipa Hufflepuff e, assim, sempre que alguém se aproximar desta característica no seu discurso, o Sorting Hat tem a tarefa facilitada. E à medida que se usa mais o chapéu, mais ‘inteligente’ fica com o aumento dos dados, já que também tem acesso à internet para fazer pesquisa.

O software veio da cabeça de Ryan Anderson, com a ajuda das filhas, mas o aspecto visual do chapéu só ganhou forma após a participação num hackathon, com o uso de componentes de mecatrónica. Graças ao cruzamento da engenharia mecânica e da electrónica, o chapéu tem quase vida própria, reagindo, por exemplo, à equipa sorteada a cada um. Vais ser Gryffindor? Os olhos do chapéu ficam verdes. Vais ser Slytherin? Espera-te um cerrar de sobrancelha. Se a tecnologia é a tua praia, o inventor deixou um guia para replicares a magia.

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