Na Montana Lisboa há uma tinta para graffitis que ajuda a salvar vidas


A malária é considerada pela Organização Mundial de Saúde uma das doenças mais preocupantes do planeta. É um problema de saúde pública e uma doença de vector, ou seja, é transmitida por mosquitos que se reproduzem em zonas de águas paradas ou cujo saneamento básico seja escasso.

Em números, pode afectar quase 3,2 mil milhões de pessoas – cerca de metade da população mundial – sendo que actualmente causa sensivelmente 438 mil mortes por ano.

Em Angola, a doença é uma das principais causas de morte entre a população. Por esse mesmo motivo, a Montana Lisboa, loja dedicada ao graffiti, e a agência NOSSA, criaram em conjunto uma arma diferente: uma tinta em spray que utiliza o mesmo princípio activo do óleo de citronela, um repelente natural. Esta fórmula actua até cerca de 30 metros das paredes onde for utilizada, não saindo sequer com a chuva e permitindo que os mosquitos não se reproduzam nas poças de água que se formam posteriormente.

As latas chamam-se “Zero” e foram distribuídas por três artistas angolanos – Tho Simões, Spent e Poste – que actuaram em zonas de grande movimento como o caso de escolas e paragens de transportes públicos.

 

Para mais tarde, a agência e a marca de tintas prometem uma maior distribuição deste produto, de forma a cobrir todos os países onde a Malária é uma presença assídua, embora nada bem-vinda.

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