Segunda pele pode ajudar no tratamento de rugas e eczemas


Um grupo de dermatologistas, com a ajuda de um cientista de materiais, criou um creme que, quando em contacto com a pele forma uma camada transparente e flexível que restaura a elasticidade e juventude da pele.

A aplicação da segunda pele dura um dia ou mais. Pode reduzir olheiras e ajudar a pele seca a manter melhor a humidade.

Os cientistas responsáveis por esta criação acreditam que a longo prazo este creme pode ser usado para curar outras doenças, como eczemas e psoríase. “Tem um potencial enorme” afirma Suzanne Kilmer, dermatologista na Universidade da Califórnia. Esta camada pode substituir soluções mais caseiras, como os plásticos, para quem tem estas condições.

A pele humana sofre de vários tipos de ataques ao longo do tempo, desde os raios ultravioleta a cortes, arranhões, doenças e claro, a velhice.

As peles mais jovens possuem uma rede de proteínas que funcionam como elásticos, que regeneram para a forma original. Com o tempo, esta rede quebra-se, não regenera tão depressa e, como explica a dermatologista Barbara Gilchrest, desta vez do Hospital de Boston, deixam rugas e securas da idade.

Já para quem lida com eczemas e psoríase, alergias e pele seca, tais ataques podem ser severos ao ponto dos pacientes não terem noites de sono descansadas. Eczemas afetam, de acordo com R. Rox Anderson, outro investigador deste grupo de trabalho, 20% das crianças e 10% dos adultos, apenas nos Estados Unidos.

Este trio de dermatologistas, com o trabalho em conjunto com o cientista de materiais Robert Langer, de Cambridge, criou este produto para restaurar a elasticidade da pele, mas que fosse transparente.

O creme é ativado por um segundo gel, mas o trabalho destes cientistas começou a correr mal quando foi publicitado no mercado como um corretor de olheiras, e vendido pela empresa Living Proof a um preço considerado demasiado caro – 500 dólares por um conjunto para sete semanas – e por desaparecer passado cinco horas.

O grupo de cientistas resolveu apostar numa segunda volta no laboratório, mudando vários químicos usados para fazer o gel. Retiraram assim o alcance do produto, de um exclusivamente cosmético, para um que pudesse ser usado no campo da medicina.

Depois de o testarem em 12 voluntários, concluíram que as olheiras encolheram, assim como, 24 horas depois, reduziu a perda de água dos poros em 23%.
O produto ainda não foi testado para eczemas e psoríase, mas Gilchrest está otimista, pois uma segunda camada de pele podia ajudar estes doentes.

O grupo tem em mãos uma companhia formada pelos próprios, a Olivo Labs, para percorrer este caminho.

Texto de: Diana Tavares
Editado por: Rita Pinto

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