Os ‘Simpsons’ em registo surrealista


Os Simpsons são um marco incontornável do universo das séries de animação. Graças a uma articulação meticulosa entre o humor, a crítica social e as constantes alusões aos mais diversos fenómenos do mundo real, a série tornou-se num dos mais adorados programas de sempre, construindo uma base de fans sólida e fiel que justifica o prolongar da série há quase 30 temporadas.

Nos EUA, Os Simpsons são indissociáveis do FXX. Em 2013, o canal fechou um acordo de 750 milhões de dólares pelos seus direitos de exibição que foram utilizados para transmitir a série na televisão e em VOD. Com um investimento tão avolumado, o FXX fundiu-se com o universo dos Simpsons que passaram a ser grande parte da sua identidade. No ano seguinte, o canal realizou uma das maiores maratonas televisivas de que há memória; reuniu os 552 episódios lançados até à data e transmitiu-os em 12 dias de emissão nonstop.

O fim da série não se avista no horizonte e, como “FXX é Simpsons e Simpsons é FXX”, o canal desenvolveu, com o estúdio norte-americano, Laundry, uma série de grafismos alusivos a Homer, Bart e companhia, que serão exibidos entre programas.

A ideia foi desconstruir os elementos que constituem as personagens, moldá-los e reorganizá-los de forma surrealista, criando figuras abstractas que, mesmo não tendo sentido, são perceptíveis pela familiaridade que existe com as figuras da série; o cabelo de Marge não precisa de estar na sua cabeça para ser reconhecido, tal como o donut preferido de Homer nem sequer precisa de ser redondo.

O resultado é uma versão contemporânea daquilo que poderia ser um trabalho de Dalí e que vale mesmo a pena ver.

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