Arco do Cego vai ser reformulado devido ao ajuntamento massivo de estudantes


A proximidade ao Instituto Superior Técnico, a localização no centro da cidade e a imperial barata tornaram o Jardim do Arco do Cego extremamente popular entre os jovens universitários.

A crescente vaga de popularidade de que o Arco do Cego tem sido alvo, principalmente nos últimos anos, obrigaram a Câmara Municipal de Lisboa a repensar o espaço. O Jardim vai ser redesenhado, de forma a que os muitos frequentadores daquela zona passem a ocupar menos os passeios junto aos prédios e mais o amplo espaço do jardim, conta o site O Corvo.

Em simultâneo, serão colocados mais bancos de jardim e mais contentores do lixo, conforme anunciou Duarte Cordeiro, vereador com os pelouros da Higiene e do Espaço Público, esta terça-feira, na Assembleia Municipal de Lisboa. Para evitar que se continue a urinar no chão, a Câmara quer, com a Carris, converter o actual posto de venda de títulos da transportadora, existente na esquina da Rua Filipa de Vilhena com a Avenida Duque d’Ávila, em sanitários de apoio ao jardim.

A Câmara vai colaborar com a Junta de Freguesia das Avenidas Novas, existindo já um cronograma de intervenção definido. Segundo O Corvo, a intenção é que os ajuntamentos massivos de universitários se realizem com o mínimo de incómodo – tanto ao nível do ruído, como da produção de detritos, da restante salubridade do espaço público e até da mobilidade – para os moradores e restante comunidade daquela área central da cidade.

“Um dos aspectos presentes, desde o início, é de que teria de ser redesenhado o espaço público do Jardim do Arco do Cego, de forma a encontrar um espaço de convívio onde quem frequenta, durante o dia, estes estabelecimentos de venda de bebidas pudesse permanecer de forma menos conflituosa com os moradores”, disse Duarte Cordeiro, citado pel’O Corvo.

As restrições horárias aos estabelecimentos de venda de bebida, instalados junto do Arco, são outro caminho para conciliar a vida universitária do jardim com os residentes locais. Em Dezembro do ano passado, a Câmara proibiu dois estabelecimentos de funcionar para lá das 21 horas e estão neste momento a decorrer mais três processos de restrição.

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