Os camionistas têm os dias contados


Depois dos carros, é a vez dos camiões. Esta semana, camiões que se conduzem a si próprios atravessaram o continente europeu rumo à cidade de Roterdão. A iniciativa fez parte do European Truck Platooning Challenge e tem como objetivo demonstrar aquilo por que passará o futuro do transporte rodoviário.

Frotas de camiões partiram de diferentes pontos geográficos com um destino em comum, Roterdão. Alguns dos veículos fizeram mais de 2000 km, ao longo dos quais cruzaram as fronteiras de quatro países. Por precaução, a presença humana não foi ainda completamente posta de parte. No entanto, restringiu-se a uma pessoa na cabine do camião da frente.

O percurso e as manobras no trânsito são coordenadas entre os três veículos que compõem cada frota recorrendo às tecnologias do radar, GPS e wi-fi. Desta forma, os camiões estão em permanente comunicação entre si, fazendo com que seja possível ao terceiro veículo pesado reproduzir exatamente a manobra desempenhada poucos segundos antes pelo que vai no comando da frota.

Outra das vantagens da combinação de diferentes tecnologias, a par da ausência de condutor humano, é a eficiência energética. A condução autónoma permite que os veículos se desloquem muito próximos uns dos outros, fazendo com que seja reduzida a resistência ao ar. A eficiência desta situação, impossível com um ser humano ao volante, traduz-se em menores consumos de combustível, ou seja, menor custo e menor poluição.

Apesar de ter sido encarado como um enorme sucesso, o projeto ainda não está no seu ponto ideal. Por enquanto, continua a não dispensar completamente a ajuda humana, assim como não funciona tão bem em situações de trânsito intenso ou em percursos que não sejam de auto-estrada. Porém, o diretor do projeto, Dirk-Jan de Bruijn, mostra-se optimista ao encarar a situação “não como um ponto final, mas antes como um ponto de partida.”

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