A já-não-tão misteriosa Faraday Future diz-nos que isto é um carro do futuro


Quando estavas com um pé em 2015 e outro em 2016, falámos-te da Faraday Future, uma semi-misteriosa empresa californiana que quer mudar a mobilidade urbana, através de carros eléctricos conectados. Já outras empresas, como a Uber e a Tesla, se apresentaram com uma promessa semelhante, mas não deixa de ser entusiasmante ouvir outras propostas.

Na CES, que está a decorrer em Las Vegas, a Faraday Future (que prefere ser chamada de FF) mostrou-nos o FFZero1. Não é um carro, apenas um conceito, que a empresa diz que pode revolucionar a forma como conduzimos. “Se conseguissemos esquecer tudo o que sabemos sobre carros, iriamos inventar a mesma indústria automóvel que temos hoje?”, perguntava a FF num teaser lançado no mês passado. “Acreditamos que a próxima geração de nós requer uma nova geração de carros.”

FFZero1 é um carro do futuro. Não deverá ser produzido, mas a FF usará o conceito para desenvolver outros veículos que, esses sim, serão comercializados. A empresa imagina-o com 1 000 cavalos de potência e quatro motores eléctricos, um em cada uma das rodas. Toda esta energia faz com que o carro consiga de ir dos 0 aos 100 em apenas 3 segundos e atingir uma velocidade máxima de 320 km/h.

O facto de ser apenas um conceito permitiu à empresa californiana exagerar na imaginação – faz lembrar o Batmobile. O FFZero1 tem uma cobertura em vidro, que nos deixa ver o interior em branco. Há um só banco, o do condutor (mas o carro poderá ser conduzido autonomamente), concebido em conjunto com a NASA e inspirado no design de zero gravidade desta, para que nos sintamos leves e sem fadiga durante a viagem. Aparentemente a posição do banco deve ser a 135º – é o ângulo perfeito para o nosso conforto.

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Podemos colocar o nosso smartphone na parte central do volante para ver informação sobre o veículo e o percurso, assim como para recolher dados biométricos sobre nós. Mas o facto de o nosso telemóvel estar acopolado ao volante permite também transferir para o veículo as nossas configurações; assim, cada condutor pode ter o carro ao seu gosto.

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Se o FFZero1 alguma vez fosse real, utilizaria uma plataforma integralmente desenvolvida pela FF, chamada Variable Platform Architecture ou VPA. A maioria dos carros são desenvolvidos em redor de uma única plataforma que algumas vezes é partilhada entre várias empresas para manter os custos reduzidos. Mas a FF decidiu investir muma arquitectura modular que funciona como uma espécie de “receita de bolo”, criando uma base para que diferentes automóveis sejam construídos. Com esta VPA, pode fazer personalizações e dar vida a diferentes modelos de todos os formatos, de carros conceptuais a desportivos, SUVs… Como? Definindo, por exemplo, diferentes distâncias entre os eixo, diferentes pacotes de baterias ou diferentes número de motores.

Apesar da apresentação do FFZero1, a FF continua envolta em mistério. Na verdade, o que nos foi revelado foi apenas uma ideia, não um carro que vamos poder comprar daqui a poucos meses. Mesmo assim, em Dezembro do ano passado, a FF revelou planos para construir uma unidade de produção de mil milhões de dólares em Las Vegas com vista à apresentação do seu primeiro veículo em 2017.

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A FF está a tentar seguir os passos da Tesla, que começou em 2003 e ainda luta para tornar o negócio de desportivos eléctricos lucrativo, enquanto se torna uma referência em tecnologia. Apesat de ter base na Califórnia, a FF é financiada por investidores chineses. Grande parte desse investimento provém de Jia Yueting, líder do grupo de internet chinês Lety.

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