Petição apela à salvação de poeta palestiniano condenado à morte


A Amnistia Internacional lançou uma petição que apela à salvação de Ashraf Fayadh, o poeta palestiniano de 35 anos, que tinha sido condenado a quatro anos de prisão e a 800 chicotadas por alegadamente insultar o islão, mas que após recurso e com novo juiz, acabou por ser condenado à morte.

A polícia religiosa saudita terá detido Ashraf em Agosto de 2013 depois de ter recebido queixas de que o artista tinha sido ouvido a amaldiçoar Deus e Maomé, bem como a insultar a Arábia Saudita, país regido pela lei islâmica Sharia, numa conversa de café. Em Maio de 2014, Ashraf foi condenado pelo tribunal de Abha, onde reside, a quatro anos de prisão e a 800 chicotadas.

O jovem, que é um dos principais nomes artísticos da arte contemporânea saudita, não terá tido direito a um advogado de defesa ao longo do processo e tem desde o dia 17 de Novembro, data do anúncio da sua sentença final, 30 dias para recorrer da decisão que determina a sua execução. Mona Kareem, ativista do Kuwait, líder da campanha pela salvação do artista disse ao The Guardian que o jovem poeta foi incapaz de contratar um advogado já que a sua identificação haveria sido confiscada quando foi detido em 2014 e que o novo juiz não terá sequer falado com ele antes do anúncio da condenação final.

Ativistas e amigos de Fayadh consideram que a principal razão na origem da perseguição ao artista é o facto de “ele ter publicado um vídeo na internet onde se vê a polícia religiosa de Abha a chicotear um homem em público”.

Texto de: Ana Carvalho
Editado por: Rita Pinto