CEO da Uber: “Estamos empenhados em estabelecer novas parcerias com cidades europeias”


Com 2015 pela frente, a Uber tem grandes planos para as cidades europeias. Ontem, na DLD15 Conference, que está a acontecer em Munique, o CEO da Uber Travis Kalanick disse que a empresa está empenhada em estabelecer novas parcerias com cidades da Europa para retirar 400 mil carros da rua, expandir o serviço de partilha de carro UberPOOL e reduzir as emissões de dióxido de carbono, criando simultaneamente 50 mil novos postos de trabalho.

“Queremos que 2015 seja o ano em que estabelecemos alianças com cidades europeias”, disse o executivo, acrescentando que a meta de criar 50 mil novos postos de trabalho é uma meta para este ano. Travis vê a sua empresa como um enorme gerador de postos de trabalho e tal deve-se ao crescimento exponencial que tem tido e que continuará a ter de ano para ano.

Um dos serviços que a Uber quer expandir na Europa é o UberPOOL, que permite a partilha de carros em cidades. Na prática, um veículo Uber apanha um passageiro A num primeiro ponto, um passageiro B num segundo ponto e um passageiro C num terceiro ponto e faz uma viagem comum. Isto permite reduzir substancialmente o número de carros nas ruas das cidades, ao colocar as pessoas que vão para o mesmo sítio dentro de um mesmo veículo.

Consciente dos meios legais que alguns países como Espanha lhe têm imposto para “retardar o progresso”, Travis Kalanick disse que a sua empresa está a colaborar com os Governos na criação novas regras que lhe permitam operar num ambiente em que a concorrência é fomentada e a segurança pública está garantida. Em 2014, 22 jurisdições nos Estados Unidos aprovaram novas leis que regulam a partilha de carros. A cidade de Kolkata, na Índia, fez o mesmo na semana passada e a legislação está agora a ser considerada na Holanda, em Bruxelas e em Helsínquia.

Simultaneamente, a Uber quer aumentar reforçar a segurança do seu serviço, , rever preços dos serviços e acelerar o processo de obtenção de licenças de condução, obrigatórias para todos os condutores ao serviço. No fundo, a ideia é “assegurar a inovação, aumentar os benefícios económicos e melhorar o funcionamento das cidades”.